Economista da Facisc avalia impactos da economia com a chegada do coronavírus

Como o coronavírus afeta a economia catarinense ? Com a chegada do coronavírus há uma grande incerteza em relação à economia. Os impactos na economia brasileira e catarinense foram analisados pelo economista da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), Leonardo Alonso Rodrigues em live na tarde desta sexta-feira, 20/3. Ele destacou que o estado cresceu três vezes mais que o país em 2019, mas que agora há uma tendência de queda na economia. “É cedo para fazer projeções, mas sabemos que o processo de recuperação econômica que estamos atravessando certamente será afetado”, alertou. Um dos índices que mensuram o risco Brasil (EMBI + Risco Brasil) avançou 72% desde o anúncio do primeiro caso de COVID-19 no Brasil, saindo de um patamar de 218 p. para 374 p.

O Brasil passa por um processo de recuperação lenta e gradual. Nos últimos três anos, a economia brasileira cresceu 1,3%;1,3% e 1,1% respectivamente. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central, mostra que o Brasil cresceu 0,7% em 2019, e que Santa Catarina cresceu 2,3%.

Ele ressaltou que todos os setores serão impactados, serviços, comércio e turismo a curto prazo, e a indústria a médio prazo. “O setor de serviços, que engloba os segmentos de eventos, hospedagem, alimentação e bares, comércio em geral, entre outros, representam quase 67% do PIB catarinense”.   Além disso, os informais, que abrangem trabalhadores, bem como empreendedores serão diretamente impactados. Segundo o IBGE, 1,07 milhões de catarinenses estão no mercado informal e 209 mil estão desempregados.

Outro setor fortemente impactado apontado pelo economista em Santa Catarina será o comércio exterior. As importações e exportações para os quatro continentes mais afetados pelo vírus (Ásia, América do Norte, Europa e América do Sul) representam 90% da corrente total de comércio do estado (USD 24,4 Bi).  “Santa Catarina é um dos estados mais abertos em termos de comércio exterior do Brasil. Mesmo contando com apenas 1,1% do território nacional, temos cinco grandes portos.  No primeiro bimestre deste ano registramos queda de -1,6% na corrente de comércio de SC, sendo -4,6% em exportações e -0,1% em importações, e isto tende a aumentar”.

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