Badesc anuncia novos recursos para micro, pequenas e médias empresas em reunião da Facisc

O Badesc anunciou em live da Federação das Associações Empresariais de SC – Facisc – que reuniu empresários nesta quarta-feira, 6/5, a ampliação de recursos para as empresas catarinenses. Segundo o presidente do Badesc, Eduardo Machado, através do BNDES serão liberados mais recursos, assim como pelo Finep e de fontes internacionais. Serão aproximadamente R$ 100 milhões do BNDES, R$ 20 milhões do Finep, R$ 20 do Fungetur (Ministério do Turismo) e R$ 200 milhões de fontes internacionais.

Os recursos ainda não estão operacionalizáveis, mas assim que estiverem o Badesc fará o anuncio em conjunto com a Facisc e outras entidades da classe empresarial. Além disso, o Badesc continua buscando outras fontes para atender o empreendedor catarinense.

Além do presidente do Badesc, participaram, Jonny Zulauf, presidente da Facisc e representante da Garantenorte, Carlos Eduardo de Liz, presidente da Associação Empresarial de Lages e conselheiro do Banco da Família, Jeter Reinert Sobrinho – presidente da Associação Empresarial da Associação Empresarial do Médio Vale do Itajaí de Timbó (Acimvi), e Gilson Zimmermann, superintendente Institucional da FACISC.

Segundo Eduardo Machado, nos primeiros dias o Badesc liberou uma linha de crédito de 50 milhões. “Tivemos 380 milhões de solicitações, 3.600 empreendedores procuraram para alcançar os recursos”. O Badesc analisou os pedidos por prioridade de data e horário do e-mail recebidos. “As solicitações recebidas do dia 21/3 até dia 27 e 28/3 completaram os 50 milhões”, explicou sobre o atendimento aos empresários. O presidente do Badesc disse que tem certeza que 50 milhões de reais é abaixo do que os empreendedores precisam mas é o recurso disponível que o Badesc tinha e colocou a disposição da forma mais célere que podia”.

O presidente da Facisc, Jonny Zulauf, disse que há um clamor dos empresários no sentido de que haverá um dinheiro disponível para qualquer necessidade mas a Facisc entende os procedimentos. Ele também explicou que a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) tem uma equipe de trabalho pesquisando linha de créditos pra atender às necessidades do mercado.

Segundo pesquisa “O impacto da pandemia do coronavírus nos pequenos negócios”, realizada pelo Sebrae entre os dias 3 e 7 de abril.pesquisa A maioria (60%) dos donos pequenos negócios que já buscou crédito no sistema financeiro desde o início da crise do Coronavírus teve o pedido negado. E ainda há bastante desconhecimento dos empresários a respeito das linhas de crédito que estão sendo disponibilizadas para evitar demissões (29% não conhecem as medidas oficiais e 57% apenas ouviu falar a respeito). “Não é só questão de anunciar e sair contratando, precisa cumprir todas as normativas. A Facisc está buscando as informações sobre as informações financeiras que estão sendo feitas com dinheiro do contribuinte”, explicou Zulauf.

Zulauf explicou que no Brasil há um desvirtuamento da movimentação financeira que tem mais de 80% dos capitais disponíveis para o mercado, sendo que dois deste são públicos. “O Brasil tem um dos custos mais caros de operações financeiras do mundo. Uma das bandeiras da Facisc é lutar pelo acesso não apenas para as empresas mas para toda a sociedade”.

Outras formas de acesso ao crédito
As Sociedade Garantidoras de Crédito foi outra forma exposta na live como acesso ao créditos para empresas. Segundo Zulauf, que também preside a Garantenorte, o estímulo do Sebrae nacional, que aporta fundo de aval para as sociedades garantidoras, é uma demonstração de como estas instituições são sérias. “As sociedades ajudam empresas que precisam começar e não tem garantias. A garantia é oferecida pela sociedade”. O exemplo vem de países da Europa e SC tem dois exemplos fortes de prestação de aval, no Chapecó e em São Bento do Sul. A Acate fez um aporte para seus associados, as associações empresariais da região do Planalto Norte também fizeram avais para seus associados. “Já emprestamos mais de 7,2 milhões a pequenos e micro empresários. Temos associações de outras regiões e cidades na Garantenorte. Ele também destacou que o “não” é a resposta mais interessante de um negócio não aprovado na sociedade. “Porque se não obtém o aval é encaminhado ao Sebrae para construção de um plano de negócios”.

Carlos Eduardo de Liz presidente da Associação Empresarial de Lages (Acil) falou também em nome do Banco da Família, que tem parceria com a Facisc para ajudar os pequenos negócios.
“A agilidade de captação de crédito com liberação de recursos emergenciais e taxas negociadas pela Acil são o grande diferencial”. O Banco da Família já concedeu mais de 100 milhões de reais em empréstimos a pequenas empresas.

Jeter Reinert Sobrinho, presidente da Associação Empresarial do Vale do Itajaí, alertou que só em tarifas os bancos faturaram 140 bilhões de reais em 2019. “É praticamente o orçamento do Governo para saúde e educação. Precisamos De uma reforma urgente para reduzir o spred bancário”.

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